Mulheres e tecnologia: quais brasileiras estão dando um show?

mulheres na tecnologia

A valorização da mulher no mercado de trabalho é um ponto que gera discussões. Isso porque ainda há muito a ser feito até que a igualdade de gênero seja de fato uma realidade palpável. Só para ter uma ideia, um dos setores que mais crescem e demandam investimentos, a tecnologia, ainda tem uma presença tímida do sexo feminino. 

Neste artigo, mostraremos aqui no blog da Unime um panorama dos desafios das mulheres na tecnologia, mas, também, uma lista com brasileiras que estão dando um show. Elas com certeza vão servir de inspiração a quem deseja atuar nessa área:

As mulheres na tecnologia: a presença feminina no mercado

Os novos tempos escancaram uma realidade que não pode ser negada: a necessidade de dar cada vez mais espaço às mulheres no mercado. Quando se trata de tecnologia, o setor, que demanda uma mão de obra cada vez mais qualificada, ainda é ocupado majoritariamente por homens.

Segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 20% dos profissionais que atuam no mercado de Tecnologia da Informação (TI) são mulheres. O estudo ainda mostra que isso não tem ligação qualquer com o grau de educação, pois a instrução feminina é mais elevada se comparada à de homens e, mesmo assim, elas ganham cerca de 34% a menos.

Mulheres importantes no setor: os nomes mais relevantes no Brasil

A partir da análise desses dados, dá para perceber que abrir esse espaço às mulheres nas equipes das empresas terá impacto não só na diversidade, mas também nas soluções criadas e no próprio desenvolvimento e avanço da área.

Para inspirar a trajetória de mulheres que almejam atuar na tecnologia, trouxemos uma lista com os principais nomes do mercado brasileiro.

Nina Silva

Quando falamos sobre mulher na tecnologia, o Brasil tem grandes representantes, entre as quais se encontra Nina Silva. A executiva de TI é uma das 100 pessoas afrodescendentes com menos de 40 anos mais influentes do mundo.

Além desse título, Nina é sócia-fundadora do Movimento Black Money. O MBM, como também é conhecido, tem como principal objetivo o desenvolvimento do ecossistema afroempreendedor, estimulando assim a inovação entre jovens e empreendedores negros. 

Um dos principais frutos do projeto comandado por Nina já conta com uma fintech chamada D’Black Bank, que visa o fornecimento de crédito aos empreendedores negros. A executiva, com formação em Administração, atuou por muitos anos na área de TI, tendo passagem por empresas como L’Oréal, Oi, Hasbro e Honda e experiência de mais de 17 anos nesse mercado.

Bia Granja

Se você gosta da cultura da internet, é bem provável que tenha escutado o nome da Bia Granja. Ela é nada menos do que cocriadora e curadora do YouPix. No início, era uma revista gratuita sobre o mundo da internet e, hoje, é um site que não só repercute, mas também analisa os fenômenos da web. O YouPix representa um evento que, em sua última edição, reuniu milhares de pessoas, especialmente jovens.

Em 2013, Bia foi nomeada como um dos 100 brasileiros mais influentes pela revista Época. No mesmo ano, ela foi eleita pela revista Galileu como uma das 25 pessoas mais influentes da internet brasileira. Apesar de ser uma mulher da tecnologia, tendo seu papel de impacto nessa área, Bia é formada em Turismo.

Ana Fontes

Formar mulheres para melhorar o mundo, esse é um dos grandes objetivos de Ana Fontes, mais um nome em nossa lista de mulheres de sucesso na tecnologia. Ana é fundadora da Rede Mulher Empreendedora, tendo ajudado mais de 270 mil empreendedoras pelo país afora.

A iniciativa, iniciada em 2010, é formada por uma plataforma e eventos em que são compartilhados conteúdos e divulgadas as empresas de mulheres de todo o Brasil, tendo se tornada a maior rede nesse sentido no país.

Saída de uma pequena cidade no interior de Alagoas, Ana Fontes mudou-se com a sua família ainda criança para São Paulo. Apesar das dificuldades financeiras da época, os pais dela faziam questão de investir na educação dos filhos. Foi assim que ela conseguiu estudar e se formar em Publicidade e Propaganda.

Depois de ter passado por importantes multinacionais, a alagoana sentia uma forte necessidade de se superar no ambiente corporativo e decidiu seguir por esse caminho, ajudando outras mulheres a impulsionar seus negócios, transformando a realidade delas para melhor.

Camila Achutti

Duas startups de sucesso no currículo em menos de 3 décadas de vida: assim é a história de Camila Achutti, outra brasileira de sucesso no mundo da tecnologia. Ela é uma das fundadoras da consultoria em inovação Ponte21 e da plataforma de educação em tecnologia Mastertech. Ambas com o objetivo de democratizar a tecnologia, ensinando aos jovens técnicas não só de programação, mas também de inovação.

Camila é formada em Ciências da Computação, foi estagiária no Google, além de ter trabalhado para a ONG (Organização Não Governamental) Iridescent Learning, voltada à educação a distância do chamado movimento maker nos EUA. Em seu retorno ao Brasil, ela decidiu então empreender, a fim de mostrar não só o poder da tecnologia e as transformações causadas por ela, mas também fortalecer o empreendedorismo nessa área.

Cristina Junqueira

Você já deve ter ouvido falar sobre o movimento das fintechs, e é possível que tenha uma conta ou conhece alguém que já falou do NuBank. Pois bem, um dos nomes por detrás do sucesso da startup financeira que, há pouco tempo, se tornou um unicórnio, ou seja, atingiu valor de mercado superior a 1 bilhão de dólares, é Cristina Junqueira.

Ela é uma das fundadoras da fintech e seu nome tem peso, sendo reconhecido como um dos mais importantes na lista de mulheres na tecnologia. Formada em Engenharia de Produção, ela atuou durante anos no setor financeiro em grandes organizações, nas quais adquiriu vasta experiência como executiva.

Em 2013, ela decidiu pedir demissão e embarcar em uma nova jornada com a criação do NuBank, junto de mais dois sócios. Hoje, ela ocupa a cadeira de vice-presidente da empresa.

Podemos ver que todas essas mulheres na tecnologia são bons exemplos e inspirações a quem deseja atuar na área. No entanto, vimos também que é preciso ainda trabalhar muito para que o espaço delas seja expandido.

Veja o exemplo do nosso estado: o crescimento da economia na Bahia e a demanda por mão de obra no mercado de trabalho nessa área são latentes. Logo, é preciso valorizar cada vez mais a presença de mulheres na tecnologia, o que vai colaborar com o próprio desenvolvimento econômico do Nordeste.

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